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31.8.11

Agora Pouco

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Numa quinta feira.


15.7.11

Sem Título

Mais um gole e ele estará pronto pra desabar
mais uma música ignorada, tocada para o vento
musica fria, sem sentimentos. Um contraste drástico
com a realidade que molda o momento
O sofá esta quente, na mesa não cabe mais nada
O cinzeiro a muito tempo transbordou

A garrafa ainda esta pela metade
O cigarro quase queima seu dedo, na angustia
ele desafia e encara seus piores medos

É um longo faz de conta. Uma brincadeira infame
Sem sentido até para os mais devotos
Com toda a preocupação existente, ele é capaz de ignorar
e seguir com sua pura inocência
Crente que há espaço para ele no próximo vagão
No ultimo vagão. Abarrotado por pessoas que
não o conhece

Mais um gole e ele fechará os olhos
escutará a música ignorada, limpará o cinzeiro
e arrumará a mesa. Pra depois deitar-se no sofá
para contemplar as mudanças em seu espaço
e sentir-se útil com sua boa e nobre atitude
até encontrar-se consigo mesmo

Limpeza, mudança, conforto e bem-estar.

Venha! O chão esta seco. Você já pode pisar.

5.7.11

Mágica

O lugar esta lotado, todos acentos estão ocupados.
Todas as pessoas estão com olhares de expectativas
para o palco

A mágica vai começar mais uma vez.
O mesmo espetáculo, a mesma platéia.
Com outro mágico. Não sabemos de onde veio
não sabemos seus truques, só conhecemos a mágica.
A fórmula, a única fórmula.

Desconhecemos qualquer tipo de consequência.
Pesso que desligue seus celulares, concentrem-se

A mágica começou! Bom divertimento.

Um cheiro novo. Uma nova cor, um novo som.
Um novo lugar... Uma nova sensação.

A mágica está em andamento.

Concentre-se e não perca o expetáculo.

19.4.11

é mais ou menos isso:

"A gente se deu tao bem que o tempo sentiu inveja,
ele ficou zangado e decidiiu que era melhor
ser mais veloz e passar rapido"

31.3.11

O Parque

Um parque de diversões, sem diversão.
Sem público, sem estrutura... Abandonado.
Corroido pelo tempo e pela falta de manutenção,
deixado ao relento, exposto ao sol a chuva
e ao vento.

Sem o barulho estridente de crianças extasiadas
de alegria, sem o cheiro de pipoca. Com
as luzinhas coloridas apagadas. Sem os
adultos com sua cara cansada. Com as
lixeiras vazias e com a bilheteria
sendo habitada por pombos
que sistematicamente ensistem em
caçar farelos, que em tempos atrás
era fácil de se encontrar pelo chão.

Nada mais acontece no antes "parque mágico
de diversões". Agora só corrosão, sujeira
trazida pelo vendo e restos de um lugar
que ja fora interessante, exitante e mágico

Um parque abandonado. Esquecido, ultrapassado.
Agora um lugar calmo, quieto e desbotado.

Até o dia em que sua estrutura for
finalmente desmontada e suas partes
recicladas, ele ainda existirá.

Apagado, quieto e ocupando espaço.