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15.7.11

Sem Título

Mais um gole e ele estará pronto pra desabar
mais uma música ignorada, tocada para o vento
musica fria, sem sentimentos. Um contraste drástico
com a realidade que molda o momento
O sofá esta quente, na mesa não cabe mais nada
O cinzeiro a muito tempo transbordou

A garrafa ainda esta pela metade
O cigarro quase queima seu dedo, na angustia
ele desafia e encara seus piores medos

É um longo faz de conta. Uma brincadeira infame
Sem sentido até para os mais devotos
Com toda a preocupação existente, ele é capaz de ignorar
e seguir com sua pura inocência
Crente que há espaço para ele no próximo vagão
No ultimo vagão. Abarrotado por pessoas que
não o conhece

Mais um gole e ele fechará os olhos
escutará a música ignorada, limpará o cinzeiro
e arrumará a mesa. Pra depois deitar-se no sofá
para contemplar as mudanças em seu espaço
e sentir-se útil com sua boa e nobre atitude
até encontrar-se consigo mesmo

Limpeza, mudança, conforto e bem-estar.

Venha! O chão esta seco. Você já pode pisar.

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